BIO
EDUARDO PIAGGE, ABC – DIRETOR DE FOTOGRAFIA
Diretor de fotografia, atuando em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Formado em jornalismo pela Universidade de São Paulo, sempre me interessei em contar histórias que se aprofundem em temas relevantes da sociedade brasileira.
Pude vivenciar isso logo no início da minha carreira quando trabalhei alguns anos ao lado de Drauzio Varella, fotografando uma série de documentários sobre saúde para o Fantástico da TV Globo, tratando de grandes problemas da nossa sociedade para uma grande audiência.
A partir dessa experiência, fotografei diversos documentários entre os quais se destaca “Tropicália”. Produzido por Fernando Meirelles (Cidade de Deus, Dois Papas) e dirigido por Marcelo Machado, o filme explora um dos mais importantes movimentos artísticos brasileiros, com a participação de seus idealizadores: Caetano Veloso, Tom Zé e Gilberto Gil.
Em 2012, fundei a Boutique Filmes, onde fui sócio por 12 anos, deixando a empresa em 2024. Na Boutique fotografei 3%, um dos primeiros originais internacionais da Netflix. Dirigida por Cesar Charlone (Cidade de Deus, O Banheiro do Papa) a primeira temporada da série de ficção científica alcançou uma grande audiência internacional, sendo o programa de língua não inglesa mais assistido na Netflix à época. Fui o diretor de fotografia de três temporadas da série, além de ter produzido as duas últimas.
Para a Netflix, também filmei “Onisciente”, um thriller policial criado por Pedro Aguilera de “3%”. Em seguida, fotografei “Summer Heat”, a primeira série brasileira a utilizar extensivamente produção virtual. Além disso, participei do true crime “Elize Matsunaga: Once Upon a Crime”, onde dirigi as sequências ficcionais do programa.
Histórias sociais e políticas que aprofundem temas relevantes seguiram no cerne do meu trabalho como diretor de fotografia. Para o Globoplay, fotografei o thriller “Rota 66”, que me rendeu uma indicação de melhor fotografia no prêmio da Associação Brasileira de Cinematografia ( Prêmio ABC). A série é baseada no best-seller de Caco Barcelos, que expôs pela primeira vez a violência sistemática da polícia brasileira. Recentemente, para o Prime Video, fotografei “Sutura”, um thriller sobre um jovem residente que precisa se tornar um médico do crime para seguir sua carreira. O programa aborda os imensos obstáculos que a desigualdade e o racismo impõem aos jovens pobres no Brasil. A série ficou 5 semanas no Top 10 do Prime Video Brasil. Por “Sutura” também fui indicado ao prêmio de melhor fotografia no Prêmio ABC.
TRABALHOS SELECIONADOS

SUTURE, SÉRIE 45’, PRIME VIDEO
Indicado Premio ABC de Melhor Cinematografia em Série de TV 2025
Ícaro, um jovem médico residente e Dra. Mancini, uma famosa cirurgiã, tornam-se médicos do crime, iniciando uma perigosa vida dupla da qual pode ser impossível escapar.
Direção Diego Martins and Jessica Queiroz

ROTA 66, SÉRIE, 45’, GLOBOPLAY
Indicado Prêmio ABC de Melhor Cinematografia em Série de TV 2023
Ao investigar o assassinato de dois jovens paulistanos a fundo, o repórter Caco Barcellos descobre um grupo de matadores da ROTA que opera com o aparente aval da justiça militar
Direção Philipe Barcinsky and Diego Martins
Criado por Maria Camargo and Ted Poppovic

ELIZE MATSUNAGA: ONCE UPON A CRIME, DOCUMENTARY SERIES, 45′, NETFLIX
Direção das sequências de dramaturgia da série
Em um crime que chocou o Brasil, Elize Matsunaga matou e esquartejou o marido. Agora, ela dá sua primeira entrevista nessa série documental que explora o caso
Direção Eliza Capai

ONISICIENTE, SÉRIE, 45’, NETFLIX
Numa cidade onde os cidadãos são monitorados 24 horas por dia, uma mulher precisa enganar seu drone de vigilância para investigar um assassinato.
Direção Isabel Valiante e Julia Jordão
Criado por Pedro Aguilera

3%, SÉRIE, 45’, NETFLIX / 4 SEASONS
Em um futuro onde a elite vive no conforto do Maralto, todos os jovens de 20 anos passam por um processo seletivo para viver lá. Mas só 3% serão aprovados.
Criado por Pedro Aguilera
Dirigido por Cesar Charlone, Philipe Barcisnky, Daina Gianecchini, Jotaga Crema e Dani

TROPICALIA, DOCUMENTÁRIO, 87’
Ambientado na turbulenta década de 1960, Tropicália é um documentário que explora o movimento artístico brasileiro tropicália e a luta de seus artistas para expressar livremente o pensamento revolucionário contra a música e a sociedade da época.
Produzido por Fernando Meireles e Paula Cosenza
Dirigido por Marcelo Machado